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Brasil terá um ganho de R$ 40 bilhões por uso de faixas milimétricas no 5G

Luís Osvaldo Grossmann ... 06/09/2019 ... Convergência Digital

Uma pesquisa realizada pela GSMA destaca que as inovações decorrentes do uso de faixas milimétricas no 5G devem gerar um total de US$ 565 bilhões em benefícios econômicos no mundo até 2034, partindo de US$ 13 bilhões em 2024, ano em que espera ver a nova onda tecnológica razoavelmente consolidada. Isso se reverterá em um adicional de US$ 152 bilhões em tributos e 25% do valor criado pelo 5G. 

O estudo identifica o crescente uso de faixas milimétricas de forma global, particularmente na manipulação remota de objetos, automação industrial e aplicações de realidade virtual – conjunto que, aposta, vai responder por mais da metade de toda a contribuição desses nacos de radiofrequência no crescimento econômico. 

Os maiores ganhos estão nas maiores economias. Assim, a China concentra 53% dos ganhos estimados em US$ 212 bilhões na Ásia-Pacífico, com Japão (18%) e Índia (13%) um pouco atrás. Nas Américas, porém, a concentração é ainda maior, com 88% dos ganhos estimados em US$ 190 bilhões nos Estados Unidos. 

Por essas projeções, os ganhos para a América Latina com o uso de ondas milimétricas são de US$ 20,8 bilhões. É sobre essa fatia que se destacam o peso do Brasil, que deve ficar com 47% disso – ou cerca de US$ 9,8 bilhões no período analisado pela GSMA, ou cerca de R$ 40 bilhões. O México deve ficar com outros 29%. 

As recomendações da entidade para que os ganhos sejam efetivamente alcançados passam pela identificação e alocação das bandas milimétricas. No caso do Brasil, além das faixas de 3,5 GHz e 26 GHz, já nos planos para o primeiro leilão do 5G no país, a GSMA anota também as faixas de 40 GHz e de 66 a 71 GHz como bandas prioritárias para o 5G. 

Além disso, a quantidade de espectro “deve ser adequada para evitar inflacionar os preços do espectro de 5G para permitir pesados investimentos em rede e a contínua redução do custo dos equipamentos”. Em especial, defende a GSMA a disponibilidade de 80 a 100 MHz de espectro contíguo na faixa de 3,5 GHz e cerca de 1 GHz por operadora nas faixas milimétricas. 


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